segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

João e a tecnologia.

POR JOÃO BATISTA DUARTE(ELETRICIDADE DE BAIXA TENSÃO)
Me lembro muito bem da época que estavam no auge as máquinas de escrever ou datilografar, todos que podiam corriam para fazer um curso de datilografia e tentavam empregos em escritórios ou empresas, grandes ou pequenas não importava, o que importava mesmo era que a datilografia era a sensação do momento. Eu e meus irmãos não tínhamos como fazer o curso, porque as dificuldades eram grandes demais, poucos recursos e além disso éramos muitos, somos ate hoje dez irmãos mais o meu pai e infelizmente não tenho mais a minha mãe. Além das dificuldades tínhamos também pouco interesse, eu, meu irmão e uma irmã (os mais velhos) tivemos que parar de estudar para trabalhar. Comecei como engraxate, camelô, trocador de ônibus, feirante e depois é que eu fui para a construção civil e aí não saí mais, por causa do trabalho não valorizado continuávamos sem recursos para acompanhar a evolução da tecnologia não tínhamos acesso, nem telefones, nem carros... depois de longos anos, comecei a me interessar por alguma coisa, como uma calculadora Olivetti, com ela aprendi a calcular, somar, diminuir, me ajudou muito. Hoje tenho celular e ainda não sei mandar torpedo, com o e-mail nunca me preocupei e agora estou passando o maior aperto no CIPMOI, mas tem o lado bom, aqui temos aulas de informática e eu não vou desistir enquanto não aprender a mexer com essa tecnologia, vou caindo levantando, mas chegarei lá. Tecnologia! Me assusta muito, que sufoco!

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