segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Hoje...

POR FÁBIO ALVEZ BASTOS(TECNOLOGIA DA SOLDAGEM)
Sobre uma cena cotidiana...

Hoje acordei bem cedo, pois tinha um exame marcado.
Chegando lá me deu um frio na barriga, logo logo entraria na agulhada. Sentei-me no sofá de espera e fiquei olhando o vai e vem das pessoas. Dentre elas mulheres de jalecos brancos que me fizeram pensar:
Qual delas será? A mais gordinha... parecia não ser a mais apropriada, por ter a mão pesada e também pelo grito que ouvi de seu paciente.
A magrinha... com cara de malvada, me pareceu ser a mais indicada, tinha cara de quem leva o que faz a sério, é acho que poderia ser essa...
Mas aí chegou a minha vez e ...
Não foi nenhuma das duas que imaginei, quem iria me atender era uma linda estagiária que me recebeu com um sorriso, pegou minha mão e colocou sobre um encosto, amarrou um garrote em meu braço, passou álcool na minha veia e então logo eu vi que já era uma boa funcionária. Não bateu na veia como fazem algumas técnicas, “bater na veia mata as hemácias e não queremos isso não é?”
Algumas enfermeiras ou técnicas de enfermagem fazem o trabalho com tanto gosto que a gente nem sente a picada da agulha.
- Pronto! Disse ela.
Pensei: Leva-se dois longos anos estudando hemácias, leucócitos, protozoários, uma infinidade de matérias como imunologia, biologia, saúde pública e tudo isso se resume em uma ação de poucos segundos.
E por causa de uma boa profissional foi-se o meu medo de agulhas.

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