domingo, 30 de novembro de 2008

A profissão

Por Juliano Ferreira Ramos (Tecnologia da Soldagem)

Antes de dormir, já fico imaginando o que tenho que cumprir no dia seguinte. Todas as dificuldades e facilidades já ficam martelando em minha mente.
Às vezes faço trabalho fácil de rápida execução, outras o trabalho se torna arriscado prejudicial á saúde e com riscos de quedas ou descargas elétricas.
Fico a pensar porque não mudar o ramo profissional e escolher um trabalho mais simples para executar. Depois vem uma certa angústia, pois falta tempo para estudar ou para me dedicar a família.
Também tem o lado gratificante, ver uma área, um espaço livre e fazer daquilo uma sala preparada para congelamento de alimentos a 30°C com maquinários modernos bem dimensionados, uma parede lisa se torna um suporte para um quadro de comandos elétricos automatizado, de uma laje se cria uma casa de máquinas trabalhando 24h para que alguém possa produzir alimentos e nestes locais armazena-los com segurança.
Quando um cliente demonstra satisfação com o serviço que foi executado com total profissionalismo e qualidade garantida, os funcionários que dependem daquelas máquinas para trabalharem, e por aí vai inúmeros benefícios do meu trabalho, a minha profissão é uma cadeia ilimitada de ações e de pessoas que dependem de trabalhador capaz e capacitado para realizar uma obra que vai gerar lucro para empresas e o sustento social.
Com tudo isso, eu me deito para dormir mais um dia e volto a pensar porque teria que mudar de profissão para começar outra.
E me vem a conclusão:
A minha dedicação a essa profissão procurando fazer cursos, assistir palestras, procurar maquinários modernos para atender às demandas. Raciocinar em cima de um método mais ágil, menos desgastante. Tudo isso me faz crescer no mercado de trabalho e perceber que no decorrer da vida não me arrependi de nada que fiz e que ainda tenho muito a fazer.
Gostar do que fazemos é amar a vida e a profissão.

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