domingo, 30 de novembro de 2008

Um soldador e um ponto de vista

Por OCIMAR DA SILVA ESTEIROS ( Tecnologia da Soldagem)

O soldador tem grande utilidade e grande participação em todo tipo de produção, seja na indústria de móveis, automobilística, naval, etc. Por isso quando comecei a trabalhar nessa área me apaixonei pela soldagem, tudo que precisava ser feito dentro da empresa em que trabalhava precisava de um soldador.
Com tudo isso a área é muito ampla e repleta de diferentes formas de soldagem e tipos de soldadores, por isso também existe muita diferença salarial, as empresas na maioria das vezes não dão valor ao soldador. Se esquecem que toda a produção passa pelas mão do soldador.
Esta profissão tem também um grande problema, existem os bons soldadores e existem os “pinga-fogo”. Dessa forma o bom soldador faz um teste para uma vaga em uma empresa e passa, mas quando vê o salário que a empresa quer pagar, ele não aceita, aí vem o “pinga-fogo” faz um teste mais ou menos e o salário que lhe é oferecido ele aceita até mesmo porque não passará em testes mais profissionais e técnicos.
Se cada soldador começar a dar valor pra sua profissão, com o passar do tempo é ele mesmo que irá determinar o seu salário. As empresas em muitas áreas não produzem sem o soldador, então a empresa que oferecer um salário baixo, desvalorizado não conseguirá completar seu quadro de funcionários.
Imagino que um dia todo soldador profissional irá se valorizar e recusar a falta de valorização salarial. Sendo assim, o soldador valorizando sua profissão , a empresa querendo ou não terá que valorizar também. Assim o trabalhador terá o conhecimento do trabalho a realizar, a condição pra isso e o reconhecimento salarial.

_”pinga-fogo”, soldador sem qualificação profissional.

Criando um objetivo

Por Carlos Eduardo Urbano ( Tecnologia da Soldagem)

Ao longo de toda uma trajetória de vida encaramos desafios diversificados e como diz meu pai no auge dos 82 anos de idade e experiência: “Seu primeiro desafio foi vencer uma corrida onde existiam milhares de concorrentes que queriam fecundar um óvulo e você chegou na frente”.
Diante de todos os desafios que enfrentei e ainda enfrento, o mais difícil sempre foi estudar seja em função dos horários de trabalho, ou por causa de um casamento prematuro ou por motivos financeiros...
Voltar a estudar sempre foi um grande objetivo que planejava, traçava, desafiava e não concluía, até que um dia pensei:
“Carlos sua capacidade de aprendizado não pode ser apagada com o passar dos anos, crie novos objetivos dentro daquilo que você gosta de executar”. Levei ao conhecimento da minha família o meu desejo, recebi apoio ( porque não dizer o combustível que necessitava para mais este desafio, que é o de concluir o curso de Tecnologia da Soldagem).
Sei por experiência própria que uma das maiores dificuldades que os seres humanos enfrentam é o de serem aceitos nos diferentes grupos sociais, escolas, trabalho, e outros. Mas me sinto gratificado em fazer parte de um grupo que enfrenta as mesmas dificuldades e lutam ferrenhamente para chegarem ao final do curso sem perder o senso de amizade, de cumplicidade, companheirismo , enfim o senso de união perante um grupo que tem o mesmo objetivo .
Um sábio professor um dia me disse:
“Sonhadores práticos, não desistem, unem prática e teoria e vencem todos os desafios”.
Que assim seja para todos os companheiros da Tecnologia da Soldagem.

Projetos Futuros

Por CLODOALDO RONES MASCARENHAS ( Tecnologia da Soldagem)

Sempre é bom estar projetando o que fazer no futuro, hoje sei que por isso venho realizando o que sempre desejei fazer, passo a passo. Com paciência e muita dificuldade e algumas decepções estou conseguindo realizar coisas que sempre desejei fazer. Depois que mudei minha maneira de pensar e agir tenho conseguido progressos. Há algum tempo atrás eu não conseguia realizar nada, isso porque eu não planejava e nem projetava meu futuro. Eu ficava só imaginando, mas não organizava os pensamentos nem as ações.
Hoje depois de casado e com uma maneira diferente de pensar consigo fazer mais coisas, realizar projetos, quando ainda era solteiro não me importava com o futuro. Penso que o casamento me trouxe mais responsabilidade, mais visão de futuro.
Estou mais atento às mudanças e acho que isso é também uma forma de projetar o futuro.

A profissão

Por Juliano Ferreira Ramos (Tecnologia da Soldagem)

Antes de dormir, já fico imaginando o que tenho que cumprir no dia seguinte. Todas as dificuldades e facilidades já ficam martelando em minha mente.
Às vezes faço trabalho fácil de rápida execução, outras o trabalho se torna arriscado prejudicial á saúde e com riscos de quedas ou descargas elétricas.
Fico a pensar porque não mudar o ramo profissional e escolher um trabalho mais simples para executar. Depois vem uma certa angústia, pois falta tempo para estudar ou para me dedicar a família.
Também tem o lado gratificante, ver uma área, um espaço livre e fazer daquilo uma sala preparada para congelamento de alimentos a 30°C com maquinários modernos bem dimensionados, uma parede lisa se torna um suporte para um quadro de comandos elétricos automatizado, de uma laje se cria uma casa de máquinas trabalhando 24h para que alguém possa produzir alimentos e nestes locais armazena-los com segurança.
Quando um cliente demonstra satisfação com o serviço que foi executado com total profissionalismo e qualidade garantida, os funcionários que dependem daquelas máquinas para trabalharem, e por aí vai inúmeros benefícios do meu trabalho, a minha profissão é uma cadeia ilimitada de ações e de pessoas que dependem de trabalhador capaz e capacitado para realizar uma obra que vai gerar lucro para empresas e o sustento social.
Com tudo isso, eu me deito para dormir mais um dia e volto a pensar porque teria que mudar de profissão para começar outra.
E me vem a conclusão:
A minha dedicação a essa profissão procurando fazer cursos, assistir palestras, procurar maquinários modernos para atender às demandas. Raciocinar em cima de um método mais ágil, menos desgastante. Tudo isso me faz crescer no mercado de trabalho e perceber que no decorrer da vida não me arrependi de nada que fiz e que ainda tenho muito a fazer.
Gostar do que fazemos é amar a vida e a profissão.