por Raimundo Vieira (Preparação para Encarregado Geral de Obras)
Nós, os trabalhadores, aqueles que constroem esse país, somos quase sempre relegados ao segundo plano. Trabalhamos a vida inteira, de sol a sol, para colocar “o pão nosso de cada dia” em casa e atender às nossas necessidades básicas, e não temos nenhum reconhecimento das autoridades.
Nós, trabalhadores de verdade, que às vezes somos humilhados pelos hierarquicamente superiores ou pela elite de nossa sociedade, às vezes somos até confundidos com bandidos devido à nossa situação e classe social.
Nós que construímos as residências, as casas onde moram “esses nossos superiores”, as escolas onde estudam seus filhos, os hospitais particulares e as clínicas de beleza, onde a elite, por não ter onde mais gastar esse dinheiro nosso, vai fazer sessões de “aprimoramento de sua beleza”, em contradição com nosso desconforto.
Nós que elegemos vossas senhorias com uma “luzinha” de esperança acesa, a esperança de que vocês realmente cumpram uma décima parte do que nos prometeram.
Nós, os trabalhadores de verdade, que lutamos uma vida inteira, trabalhamos muito para conseguirmos o mínimo, e nunca temos o mínimo de reconhecimento por tudo o que fazemos. Acabamos numa calçada qualquer e enterrados como indigentes numa vala comum.
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